O objetivo deste trabalho é comparar a eficácia da injeção intra-articular de PRF versus a aplicação intra-articular de corticosteroide no tratamento de pacientes com osteoartrite leve a moderada do joelho. Este estudo será um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-cego e comparativo com uma razão de alocação de 1:1, seguindo as diretrizes CONSORT (Padrões Consolidados de Relato de Ensaios). Pacientes com osteoartrite do joelho serão selecionados na Clínica Ambulatorial de Joelho do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da EPM-UNIFESP.
O Grupo de Intervenção consiste na aplicação intra-articular de PRF no joelho, enquanto o Grupo Controle consiste na aplicação intra-articular de corticosteroides no joelho. Para pacientes em ambos os grupos (PRF ou corticosteroide), 40ml de sangue venoso serão coletados para a preparação de PRF, e a infiltração será realizada ou não, de acordo com a alocação aleatória. Para pacientes no grupo de corticosteroide, a amostra de sangue será descartada.
O Grupo de Intervenção consiste na aplicação intra-articular de PRF no joelho. As aplicações serão realizadas pelo mesmo médico. Os pacientes serão cegados para garantir que não saibam a qual grupo cada indivíduo pertence. Três aplicações de PRF serão realizadas com intervalos de 14 a 28 dias entre elas.
Um total de 10ml de PRF será aplicado de forma intra-articular, em regime ambulatorial, com os pacientes sendo instruídos a seguir o mesmo protocolo de fisioterapia e reabilitação. Não haverá restrições quanto ao suporte de peso ou à amplitude de movimento no joelho durante a aplicação. Como medicação de resgate para dor, se o VAS > 3, os pacientes poderão usar Paracetamol 750mg a cada 6 horas por dia e/ou Dipirona até 1g a cada 6 horas por dia. Se apresentarem VAS > 7, poderão usar Tramadol 100mg a cada 6 horas, com todas as medicações sendo monitoradas.
Os procedimentos serão realizados pelo mesmo médico. Os pacientes serão cegados para que não saibam a qual grupo cada indivíduo pertence. Neste grupo, 40ml de sangue periférico também serão coletados e colocados para centrifugação. Durante a preparação para a aplicação, uma enfermeira (que não participará do estudo) terá uma lista da randomização e preparará o material em uma seringa opaca (cegando tanto o aplicador quanto o paciente).
Neste grupo de pacientes, uma solução de 10ml contendo 40mg de Triancinolona será administrada na primeira aplicação e 3ml de solução salina na segunda e terceira aplicações, com intervalos de 14 a 28 dias entre as aplicações. As aplicações serão realizadas em regime ambulatorial, com os pacientes sendo orientados a seguir o mesmo protocolo de fisioterapia e reabilitação. Não haverá restrições quanto à carga ou à amplitude de movimento no joelho tratado. Como medicação de resgate para dor, se a pontuação na Escala Visual Analógica (VAS) for maior que 3, os pacientes poderão usar Paracetamol 750mg a cada 6 horas por dia e/ou Dipirona até 1g a cada 6 horas por dia. Se tiverem uma pontuação VAS maior que 7, poderão usar Tramadol 100mg a cada 6 horas, com todas as medicações sendo monitoradas.
As avaliações incluirão a Escala Visual Analógica para Dor e o questionário WOMAC. O desfecho primário será o WOMAC (subescala de Dor). O tempo médio para completar esses questionários é de 10 minutos. Todos os desfechos serão avaliados no momento da inclusão no estudo e após o procedimento em 3 meses, 6 meses, 12 meses, 18 meses e 24 meses. Todos os pacientes também serão avaliados 2 semanas após o procedimento para investigar possíveis complicações. Além disso, avaliações de outros desfechos secundários, como participação em fisioterapia, quantidade de uso de analgésicos e amplitude de movimento do joelho, serão realizadas.
Os questionários serão enviados e respondidos pelos pacientes eletronicamente, e as análises serão realizadas por um estatístico. Pacientes e estatísticos que realizam as avaliações e análises serão cegados para cada tarefa, de modo que não saibam a qual grupo cada indivíduo pertence.
Uma falha clínica será considerada se a dor de um paciente for maior ou igual à dor que experimentou antes das intervenções, ocorrendo em mais de 50% dos dias no último mês ou período de avaliação (o período entre as avaliações). Essas falhas serão relatadas como eficácia em 6 meses, 1 ano e 2 anos. Com base nesses resultados, o paciente poderá se submeter a outro tratamento (que pode ser o mesmo tratamento que recebeu anteriormente ou não).