HSV-1 e HSV-2 são patógenos humanos ubíquos que podem estabelecer latência ao longo da vida, com o potencial de reativação frequente. Indivíduos imunocomprometidos, incluindo pacientes com ARDs, são particularmente vulneráveis a infecções por HSV mais graves e disseminadas, que podem resultar em morbidade significativa e até mortalidade. Apesar disso, a verdadeira incidência e o impacto da reativação do HSV em pacientes com ARD sob imunossupressão permanecem pouco explorados.
Estudos anteriores em receptores de transplante de órgãos sólidos e pessoas vivendo com HIV demonstraram que a terapia antiviral profilática ou supressiva com aciclovir pode reduzir significativamente as complicações relacionadas ao HSV. No entanto, até o momento, nenhum ensaio clínico randomizado controlado avaliou a eficácia e a segurança dessa abordagem em pacientes com ARD sob uso frequente de medicamentos imunossupressores e HSV recorrente nesse grupo.
Este ensaio incluirá 62 participantes com ARDs e infecção prévia recorrente por HSV, randomizados para receber aciclovir oral ou placebo por 12 meses, seguidos de monitoramento contínuo por mais um ano. Os desfechos primários incluem o número de reativações de HSV clinicamente confirmadas nos grupos aciclovir e placebo. Os desfechos secundários incluem segurança (eventos adversos), tolerabilidade do tratamento e identificação de fatores de risco clínicos e terapêuticos para recorrência de HSV.
Ao fornecer evidências de alta qualidade por meio de uma metodologia rigorosamente controlada, este estudo busca preencher uma lacuna crítica de conhecimento em reumatologia, oferecendo orientação prática para a profilaxia antiviral em pacientes com ARD imunossuprimidos, melhorando, em última análise, a segurança do paciente e os desfechos clínicos em uma população vulnerável.