A fascite plantar crônica é uma causa comum de dor no calcanhar que pode persistir apesar de medidas conservadoras padrão, como fisioterapia, alongamento, órteses e injeções de corticosteroides. Técnicas de medicina regenerativa, incluindo concentrados autólogos de plaquetas e produtos derivados da medula óssea, surgiram como potenciais alternativas para promover a cicatrização dos tecidos e a melhora a longo prazo dos sintomas.
Este ensaio clínico controlado randomizado investiga e compara duas intervenções ortobiológicas minimamente invasivas:
Aspiração de Medula Óssea (BMA) - obtida da crista ilíaca posterior sob anestesia local e injetada na região mais sintomática da fáscia plantar sob orientação por ultrassom.
Fibrina Rica em Plaquetas (PRF) - preparada a partir de sangue venoso autólogo por centrifugação sem anticoagulantes, formando uma matriz de fibrina injetada na fáscia plantar sob orientação por ultrassom.
Todos os procedimentos são realizados sob condições estéreis e anestesia regional do nervo tibial.
A dor e a segurança serão monitoradas usando a Escala Visual Analógica (VAS) e registrando eventos adversos nos seguintes pontos de tempo: linha de base (0), 30 minutos, 1, 6, 12 e 24 meses após o procedimento.
Os resultados funcionais serão coletados com a Pontuação AOFAS Modificada na linha de base, 1, 6, 12 e 24 meses. A ultrassonografia medirá a espessura da fáscia plantar imediatamente antes da intervenção e aos 12 meses.
Esta pesquisa contribui para a crescente evidência que apoia as terapias ortobiológicas como opções viáveis e minimamente invasivas para o manejo da fascite plantar crônica.