A transição para a menopausa em mulheres marca o fim da capacidade reprodutiva feminina e está associada a um desequilíbrio hormonal estrogênico que começa a ser perceptível por volta da quinta década de vida. Esse processo, também conhecido como climatério, envolve a transição de um estágio reprodutivo ativo para um inativo e pode durar vários anos antes da menopausa, que é definida como a última menstruação.
Durante o climatério, a redução de estrogênio desencadeia sinais e sintomas clínicos que afetam vários sistemas do corpo, como o sistema nervoso central, o sistema cardiometabólico, o sistema musculoesquelético e a função sexual. Sintomas vasomotores, como ondas de calor, são manifestações comuns nessa fase e afetam aproximadamente 75-80% das mulheres em transição para a menopausa, com intensidade variando de moderada a grave na maioria dos casos. Esses sintomas podem ter um impacto negativo na qualidade de vida, afetando o sono, a capacidade funcional e a presença no trabalho.
A terapia hormonal da menopausa (THM) com estrogênios e progesterona é a primeira linha de tratamento para sintomas vasomotores na menopausa. No entanto, algumas mulheres não podem ou preferem não utilizar a THM devido aos seus efeitos adversos, o que levou ao desenvolvimento de terapias de segunda linha, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina, gabapentinoides, clonidina e oxibutinina. Essas terapias não hormonais também podem ter efeitos colaterais menores que podem levar à interrupção do tratamento.
Na busca por alternativas terapêuticas com menos efeitos adversos, compostos como o ácido púnico (ômega 5) e seus metabólitos, como o ácido linoleico conjugado, têm sido investigados. O óleo de semente de romã nanoemulsionado (ômega 5) mostrou ser um composto com alta capacidade antioxidante e efeitos neuroprotetores, tornando-se uma opção promissora para o manejo de sintomas associados à menopausa, especialmente aqueles relacionados a alterações no nível do sistema nervoso central. Estudos preliminares mostraram resultados encorajadores em modelos animais e ensaios clínicos iniciais, sugerindo a necessidade de pesquisas adicionais em populações específicas, como mulheres na menopausa.
OBJETIVO GERAL
Comparar a terapia NANO-PSO de 6 meses versus placebo no controle de sintomas vasomotores no início da menopausa, avaliados por meio da Escala de Avaliação da Menopausa.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Descrever as características sociodemográficas e clínicas da população do estudo.
- Analisar os sintomas vasomotores em pacientes na menopausa no início do estudo com a escala MRS.
- Comparar os sintomas vasomotores com o uso de NANO-PSO versus placebo.
- Comparar a porcentagem de resposta ao tratamento em relação aos sintomas vasomotores com o uso de nano pso versus placebo em 3 e 6 meses.
População do estudo: Pacientes que buscam atendimento ambulatorial de primeira classe para consulta do climatério que apresentam menopausa precoce e pontuação na escala MRS > 15 pontos sem tratamento.
Com uma amostra de conveniência, pretende-se recrutar 45 pacientes por grupo, totalizando 90 pacientes. Intervenção por compostos: Levando ao tratamento de NANO-PSO ou Óleo de semente de romã com nanotecnologia, são cápsulas com um conteúdo líquido de 640 mg com dosagem indicada pelo patrocinador de 2 cápsulas em jejum.
- Placebo fisicamente idêntico às cápsulas NANO-PSO: Cápsulas de gelatina mole de 640 mg de óleo comestível para o PLACEBO, com as seguintes informações: Óleo comestível, forma oval, 640 mg.