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Como a compreensão de como nos sentimos pode nos ajudar a curar

04 de julio, 20253 minutos de lectura
Como a compreensão de como nos sentimos pode nos ajudar a curar

“O nosso cérebro foi projetado para sobreviver, não para ser feliz”, diz Selles. Por isso, diante de um diagnóstico, é comum sentir medo, raiva ou tristeza. A chave não está em evitar essas emoções, mas sim em entender por que elas estão ali.

A tristeza, por exemplo, nos ajuda a nos reconectar com nós mesmos. “Ela pode estar nos dizendo que precisamos de validação, acolhimento ou segurança”, explica. Nesses casos, o primeiro passo é identificar de onde vem essa tristeza. E depois, pensar em como atender a essa necessidade. Se não conseguimos fazer isso sozinhos, é hora de pedir ajuda.

A raiva também carrega uma mensagem. “Ela nos indica que percebemos algo como injusto ou sentimos que fomos feridos”, afirma. Para lidar com a raiva, podemos nos perguntar: a quem ela está dirigida? Que limite foi ultrapassado? O que me parece injusto nesta situação? O que poderia reparar isso? Às vezes, é necessário impor limites aos outros. Outras vezes, os limites precisam ser para nós mesmos.

O medo é uma emoção muito presente, principalmente quando lidamos com questões de saúde. “As perguntas importantes são: quão provável é que isso aconteça? Se acontecer, o que eu preciso para lidar com isso? E de quem posso receber apoio?”

Muitas pessoas que enfrentam uma doença complexa ou um diagnóstico incerto, como um evento vascular, acabam se deparando com um cenário estressante: visitas médicas constantes, exames, decisões difíceis. Quando essa situação se prolonga, pode surgir o esgotamento emocional, uma sensação de estar sobrecarregado, sem energia e sem controle.

Selles propõe quatro recursos para enfrentar o esgotamento emocional:

  • Planejamento: não só de tarefas médicas ou profissionais, mas também incluir momentos de descanso, lazer, prazer, alimentação, higiene, sexualidade e socialização.
  • Pedir ajuda: não esperar que os outros adivinhem como nos sentimos. Expressar o que está acontecendo, delegar tarefas, compartilhar medos, cansaço e dizer “não” quando for necessário.
  • Descanso de verdade: cuidar da higiene do sono, evitar telas antes de dormir, reduzir estimulantes à noite, fazer pausas ao longo do dia.
  • Priorizar tarefas: distinguir o urgente do importante e começar pelo que depende apenas de nós. “Quem determina os prazos? Para que quero usar o meu tempo?”, sugere a psicóloga.

O que sentimos importa. Não apenas porque afeta nossa saúde mental, mas porque escutar o corpo faz parte do processo de cura. “Aceitar um diagnóstico também é viver um luto. E como todo luto, envolve emoções intensas. Validá-las é o primeiro passo para começar a cuidar de nós mesmos.”

⚠️ Este conteúdo é informativo e não substitui o acompanhamento médico. Em caso de dúvidas, converse com seu profissional de saúde.

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